17 de out. de 2008

Viagens e explorações pelos territórios humanos.

Bom dia raça humana!
Venho ensaiando a um bom tempo compartilhar alguns conceitos e atualmente - em uma fase pra lá de reflexiva - encontrei o momento e estopim para iniciar este novo hábito chamado Blog com um assunto que muito tem me feito refletir. Não sou um grande escritor, mas juro tentar meu melhor. Se sair piegas, faz parte do processo.

Abro este espaço falando de viagens. Este habito maravilhoso que nos leva a lugares ermos e tão diferentes e desafiadores e que levou o próprio homem a evoluir, diversificar e
divergir tanto culturalmente quanto fisicamente. Hoje cada vez mais percebo o porque viajar me fascina.

POR QUE ISSO ACONTECE? POR QUE NOS FASCINA?

A cada pequena viagem, aventura ou encontro nos colocamos fora dos nossos limites e percepções. Paisagens e temperaturas que nos levam a confrontar nossos conceitos culturais originais e deixar de lado o véu dos nossos preconceitos. É a experiência viva e pra ela não há tempo a perder, apenas para aprender. As paisagens Naturais nos alertam de nossa insignificância e nossa pueril existência por esta terra que continuará a existir quando nossas bobagens e erros forem esquecidos. Por outro lado, visitamos o território humano e nossas realizações. É neste momento que para compreendermos as diferenças e realmente aprendermos algo nessa vida, precisamos nos transportar para o mundo e vida do outro em seu país ou estado e aí tudo deixa de ser um estereótipo e passa a fazer sentido. Aqui vai minha primeira dica:

DEIXE DE SER O TURISTA E VIVA COMO UM LOCAL.

O turista visita e o local vive. Isso leva a um conceito importante a todo verdadeiro viajante - o turista não tem comprometimento, é apenas outro transeunte. É nesse momento que vemos o quanto é importante aceitar o momento (de um sorriso de boas vindas, da gentileza e do beijo ou abraço de adeus) da forma que ele vier e o quanto é importante nos desarmarmos e aceitarmos o outro como ele é, afinal quando teremos outra oportunidade? Descobrir a diferença no ser humano que vive uma realidade diferente faz com que reavaliemos nossos valores e principalmente nossos medos. É preciso se comprometer a aprender para que a viagem valha a pena. Do que adianta visitar a Grécia sem a verdadeira consciência do que é ser grego? Afinal aprender é o que vale a viagem e só Gabriela "nasceu e cresceu assim". Então deixemos este conceito "Gabriela" de lado e aproveitemos todo instante da viagem que é viver com as pessoas que amamos, pois acredite, elas podem não estar ali num instante seguinte, seja por bons ou maus motivos - É um fato. Aí vem minha segunda dica:

WANNA A NEW MISTAKE! LOSE IS MORE THAN HESITATE -(Q.O.S.A.)

Viajo para conhecer o mundo doutro. Isso me faz ter consciência que é preciso comprometimento com a viagem e entender acima de tudo que liberdade não é descompromisso e solidão não é incompletitude e realmente é preciso viver do que presumir a vida - é preciso sair do próprio mundo para conhecer o dos outros. Saia da janela do computador, do celular e do carro e realmente interaja com o mundo - Resumindo: é preciso voltar a se emocionar pelo olhar alheio para valer a pena a viagem. Hoje muitos falam que viajam digitalmente, mas questiono que viagem pode existir quando somos limitados pela nossa mente e não abrimos espaço para os estímulos de outros mundos ao redor - vendo-os como uma agressão as fronteiras de nosso mundo inclusive! Como pode um universo enorme de possibilidades caber em nossa restrita visão? Minha terceira dica:

A VIAGEM É MUDANÇA. SE NÃO QUER MUDAR NÃO VIAJE.

É preciso aprender a viajar todos os dias para o mundo alheio e não apenas nas nossas férias. Comprometa-se com a viagem e não tenha medo das mudanças. Lembre que a única coisa que não recuperamos nessa nossa curtíssima jornada é o Tempo e um instante perdido pode significar uma experiência, momento ou pessoa que nunca mais veremos. Prefira levar experiência que apenas imagens. Erre mais, pois só os erros nos levam a lugares que nunca fomos.

Aprendi com minhas viagens que não é mais um problema de comunicação ou língua que afasta a gente de nossos iguais, mas um problema de percepção onde muitos crêem que ver o mundo da janela do ônibus é viajar e assim erroneamente acreditamos poder "deduzir e vivenciar a viagem" alheia. Essa é a viagem sem comprometimento que leva a falsa liberdade - liberdade que não passa de uma fuga - pois a liberdade vem da consciência de libertar e se libertar de toda a bagagem em excesso para aceitar o novo que vem da experiência. Acredite. Já viajei para o mesmo local várias vezes e é a visão dos outros que tornou cada viagem algo totalmente diferente. A amizade é uma viagem que só acontece pelo real envolvimento. Dessa vem minha quarta dica:

DEIXE O MEDO EM CASA. NA BAGAGEM ELE OCUPA O ESPAÇO DA LIBERDADE E DO APRENDIZADO.

No processo você encontrará "turistas". Ignore estas pessoas, pois elas tentarão te acusar de não entender o mundo - delas - e tentarão faze-lo desistir da viagem. Estas pessoas fazem parte da paisagem estática e tem medo de descobrir a forma como são vistas no contexto da paisagem. Elas são vitimas do próprio medo que as deixou congeladas neste cartão postal. Não seja a paisagem que é estática, seja o ambiente e evolua e aprenda com o que acontece ao redor. Minha ultima dica:

TORNE SUA VIDA A SUA VERDADEIRA GRANDE VIAGEM NO DIA A DIA.

As limitações das fronteiras de nosso mundo são criações nossas e são as nossas barreiras e fronteiras mentais que NOS limitam.

Obrigado por ler e espero que tenha apreciado a viagem. S:^D

Nenhum comentário: